A paiternidade no processo de maternidade começa la atrás junto com a mamãe. A descoberta de uma gravidez para um casal que não esperava ter um filho ou apenas não estava nos planos, chega de forma avassaladora e assustadora, quase como um Apocalipse, pois na mente de ambos alguns pensamentos unânimes se tornam frequente:
- Minha vida acabou
- Vou estar já já com 40 anos e não vou ter feito nada da vida
- Como vou curtir minha vida?
- Como vou curtir meus shows?
Bom, esse blog vai tratar a maternidade pelo lado do pai e o conjunto de emoções muitas vezes parecerão mais frios, porém o amor é o mesmo e inexplicável.
No dia em que minha esposa e eu descobrimos a gravidez, foi inevitável ela chorar e eu ter uma dor de barriga da qual coloquei mais coisas pra fora em uma hora do que em uma vida inteira. Meu primeiro pensamento foi:
- Meu Deus, como vamos criar essa criança? Eu surto com minha esposa ou finjo estar calmo afim de não deixar a coisa pior? Eu explodo e choro até não poder mais e deixo ela pior ainda? Ou simplesmente ajo da forma mais tranquila possível e vamos ver o que acontece?
Pois bem, a atitude foi a maior calma possível, afinal eram onze horas da noite e um surto nesse momento não a deixaria dormir e consequentemente a mim, apesar de eu ter dormido independente da atitude a tomar e ela não. A noite foi um terror, pois havíamos comprado um teste por sinal bem moderninho e nele tudo indicava que estava realmente grávida, mas como não estava satisfeito com as palavras dela e daquela imagem de cruz a minha frente, resolvi pegar a bula para encontrar onde estávamos errando naquela situação absurda de acreditar estar grávida, e quanto mais lia a bula, mais certo aquele bendito teste estava e mais minha barriga doía. Não satisfeitos do primeiro, pedimos um segundo via motoboy e me apareceu na portaria um teste de quinta categoria que por sinal deu negativo! Oba! Tudo foi um alarme falso!! Nada disso. Entramos em um consenso de não comprarmos mais teste algum afinal nessa hora já se passava da meia-noite e então, resolvemos dormir e comprar um novo teste na manhã que se aproximava, ou melhor, eu resolvi dormir.
Na manhã seguinte passava das cinco e meia quando ela me acordou e coloquei uma roupa as pressas para correr na farmácia. Lá o atendente me disse a seguinte coisa:
- Meu amigo, leva esse, comprei para minha esposa e deu negativo. Boa sorte!
Comprei dois e corri pra casa com a sorte que o atendente me passou e fazendo figas em prol daquele absurdo não ser real e a vida continuar como sempre foi e sem maiores medos do futuro, mas... continuou positivo e dessa vez eram os dois! Nesse momento não havia mais o que fazer. Ela entrou no banho e de fora ouvia seu choro e então me sentei de frente a uma janela chorando, mas sempre esquivando o som para que ela não ouvisse.
Continuamos no próximo capítulo...

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