Os dias que se seguiram foram tensos, afinal pra quem não quer um filho, só existe uma maneira de não tê-lo após a descoberta de uma gravidez e digo... a princípio parece uma decisão muito, mas muito simples mesmo, porém quando você está prestes a bater o martelo sua consciência entra em ação e isso é basicamente seu cérebro reagindo positivamente a estímulos tão negativos e os sentimentos batem forte na alma, pois é aquele sim de devo fazer e aquele não de se fizer nunca saberei como seria; no fundo, eu em especial já havia me adaptado com a situação, mas as vezes fazia contas ridículas do tipo "... Nossa, quando estiver com quarenta anos, essa criança vai ter dez e vou ter perdido dez anos da minha vida...", mas hoje posso dizer que é mera ignorância gerada a partir do medo de responsabilidades tão imensas que estariam por vir.
Acredito que tenham sido quatro ou cinco dias intensos para uma aceitação parcial, mas na vida tudo é assim mesmo, o novo nos assombra muito e nos torna covardes quando o medo se torna maior que uma decisão bem tomada.
Nesse meio tempo muitas lágrimas escorreram, muitas dúvidas foram geradas, muitas incertezas descobertas e afinal de contas, se aceitássemos essa criança, como seria tudo daquela data adiante? E essa será a continuação a partir dos próximos posts.
