quarta-feira, 8 de julho de 2020

Paiternidade - Capítulo 2

          Cara, como é engraçado todo esse processo de descoberta e aceitação, pois do dia para a noite você simplesmente tem uma mudança radical e para nós que não era um fato querer ter filhos, foi ainda mais.

          Os dias que se seguiram foram tensos, afinal pra quem não quer um filho, só existe uma maneira de não tê-lo após a descoberta de uma gravidez e digo... a princípio parece uma decisão muito, mas muito simples mesmo, porém quando você está prestes a bater o martelo sua consciência entra em ação e isso é basicamente seu cérebro reagindo positivamente a estímulos tão negativos e os sentimentos batem forte na alma, pois é aquele sim de devo fazer e aquele não de se fizer nunca saberei como seria; no fundo, eu em especial já havia me adaptado com a situação, mas as vezes fazia contas ridículas do tipo "... Nossa, quando estiver com quarenta anos, essa criança vai ter dez e vou ter perdido dez anos da minha vida...", mas hoje posso dizer que é mera ignorância gerada a partir do medo de responsabilidades tão imensas que estariam por vir.
       
          Acredito que tenham sido quatro ou cinco dias intensos para uma aceitação parcial, mas na vida tudo é assim mesmo, o novo nos assombra muito e nos torna covardes quando o medo se torna maior que uma decisão bem tomada.

          Nesse meio tempo muitas lágrimas escorreram, muitas dúvidas foram geradas, muitas incertezas descobertas e afinal de contas, se aceitássemos essa criança, como seria tudo daquela data adiante? E essa será a continuação a partir dos próximos posts.

Continua....